Apreendedorismo: Dicas e Materiais sobre Empreendedorismo, Negócios e Marketing

Aprenda como fazer a precificação de produtos corretamente

Para uma empresa, o valor do que ela vende é algo muito importante, independentemente se é uma mercadoria ou um serviço. A precificação de produtos envolve uma série de fatores, sendo uma etapa mais complexa do que pode parecer.

Negligenciar a importância de definir o preço ideal pode ser um risco às finanças da empresa, e também pode ser uma desvalorização do seu negócio. Neste post você vai saber quais são os pontos a serem considerados na hora de precificar o que você vende. Confira!

Considere as despesas da empresa

Manter um negócio é algo que demanda investimentos a todo o tempo, desde o momento da fundação até quando ele já está em pleno funcionamento. Quando a empresa está em atividade, as despesas estão cada vez mais presentes, sendo a maioria delas fixas.

Na hora de fazer a precificação de produtos, é indispensável pensar no quanto sua empresa precisa mensalmente para manter suas atividades. Assim, você deve diluir as despesas do negócio no preço dos produtos, para poder arcar com todos esses valores e manter a empresa.

Para que você entenda melhor esse ponto, considere sempre que as despesas são os valores gastos em necessidades como contas de energia, água, internet, aluguel de imóvel, salários de funcionários e qualquer outra obrigação do tipo. O capital para arcar com tudo isso deve estar incluso no preço dos seus produtos ou serviços.

Leve em consideração os custos do produto ou serviço

A confecção de um produto ou a execução de um serviço geram custos que também precisam ser colocados na ponta do lápis, rigorosamente. O quanto você gasta com um fornecedor, o valor do material para produzir um produto ou até mesmo o custo de deslocamento para ir realizar um serviço entram nessa conta.

Aqui, o importante é considerar o quanto custa para ter um produto pronto ou o serviço executado, considerando tudo o que foi gasto durante esse processo, excluindo as despesas comuns de manutenção do negócio, conforme explicamos no tópico anterior.

Todo esse investimento deve entrar no momento da precificação de produtos ou serviços. De nada vai adiantar cobrar um valor baixo, se ele nem mesmo paga os custos para que você produza o que você vende, pois, assim, você certamente perderia dinheiro ou trabalharia de graça.

Analise a média de preço praticada no mercado

Por mais que você venda algo diferenciado e com uma qualidade superior, é sempre importante olhar os preços que são praticados no mercado. Antes de qualquer coisa, eles funcionam como ótimas referências, já que não há variações muito grandes, nem para mais baratos, nem para mais caros.

Cobrar muito abaixo vai fazer você perder boas oportunidades de ter um lucro maior, da mesma forma que isso é prejudicial ao mercado, atrapalhando a competitividade e desvalorizando o segmento. Em contrapartida, preços muito acima simplesmente podem ser injustificáveis.

O ideal é tentar ficar nessa média, sem fugir muito disso. Naturalmente, produtos com maior valor agregado tendem a ser mais caros, porém, isso precisa ser justificado de alguma forma e a principal delas é a excelência do seu produto ou serviço.

É preciso um diferencial muito grande para praticar preços muito acima do mercado e, ainda assim, ter sucesso de vendas.

Se o seu produto é novo, recém-chegado no mercado, você também precisa ter um preço mais convidativo, até mesmo para despertar o interesse no consumidor e fidelizar. Uma vez estabilizado no mercado, é natural que você consiga repensar a precificação de produtos que você vende.

Equilibre o preço com o valor

O preço é exatamente o quanto você cobra pelo seu produto, já o valor é algo mais difícil de ser definido. Um apartamento em um bairro nobre da cidade vale muito mais do que uma quitinete no subúrbio.

São questões de mercado, fáceis de ser entendidas. Naturalmente, esse apartamento vale mais que a quitinete, certo? Consequentemente, o que vale mais tem um preço mais alto.

A precificação de um produto sempre será feita de forma proporcional: quanto mais ele vale, mais será cobrado por ele. Entretanto, em um comércio, é preciso buscar um equilíbrio na hora de definir os preços do que você vende.

De nada vai adiantar produzir um produto com materiais da melhor qualidade, ter um nome muito forte e estabilizado no mercado, se o preço que você praticar for surreal. Essas características dão ao negócio a possibilidade de trabalhar com preços mais altos, mas é preciso buscar um equilíbrio.

Até mesmo na hora de buscar qualidade, é preciso pensar em custos reduzidos, de forma que o produto final não seja prejudicado. No fim das contas, o preço final, ou seja, os números, sempre serão mais importantes. Diante disso, se não houver equilíbrio na sua precificação, o consumidor pode se assustar.

Pense na margem de lucro que você deseja

O lucro líquido é o que toda empresa busca. Uma estratégia de preços bem definida precisa pensar em quanto o negócio precisa e deseja lucrar, o que deve ser transferido para os produtos e serviços vendidos. Além de custear a si próprios, eles também devem gerar uma margem de lucro a cada venda.

O lucro será sempre a diferença entre suas despesas e custos e o valor que você cobra, o que deixa claro como a precificação de produtos precisa ser feita de maneira precisa, contabilizando valores com todo cuidado. Só isso garante que o negócio seja realmente vantajoso.

Ao definir o lucro desejado, o empresário deve saber o quanto ele precisa extrair financeiramente do negócio, mensalmente ou anualmente. Essa é uma questão que varia bastante, de acordo com o tamanho da empresa, o valor de seus produtos, a procura e uma série de outros pontos. Algumas atividades serão mais lucrativas em comparação a outras.

Utilize a fórmula de markup

Como você viu, a precificação de produtos, apesar de ser uma questão variável e interpretativa em alguns momentos, precisa sempre considerar fatores como o custo do produto, o lucro pretendido, as despesas do negócio, a média do mercado e o valor agregado do que você vende.

Entretanto, para facilitar um pouco essa precificação, é possível se basear em fórmulas precisas, oferecendo resultados concretos. O principal cálculo é o que se baseia no índice markup, importante conceito de economia.

Basicamente, esse cálculo vai mostrar o quanto você deve cobrar, considerando que esse preço deve cobrir todas as suas despesas fixas e variáveis e ainda dar lucro. Para iniciar, considere as seguintes siglas:

  • DF – Despesas Fixas
  • DV – Despesas Variáveis
  • LP – Lucro Pretendido

A fórmula para definir o markup considera a precificação por venda, com a seguinte fórmula:

100/100-(DF+DV+LP)

O resultado desse cálculo será o markup, que deve ser multiplicado pelo custo de produção do seu produto ou serviço. Nesse caso:

Custo de venda = Markup x Custo de produção

Assim, o resultado final desses cálculos é o preço ideal a ser cobrado.

Por mais que não seja tão simples assim fazer a precificação de produtos, após analisar todos esses fatores é possível entender porque tudo isso é envolvido, visando o preço ideal.

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