Apreendedorismo: Dicas e Materiais sobre Empreendedorismo, Negócios e Marketing

Você é protagonista ou coadjuvante da sua carreira?

Somos protagonistas ou coadjuvantes da nossa carreira?

Não é novidade e nem estranho começarmos a questionar nossas próprias ações e posicionamentos. Colocamos dúvidas no nosso dia a dia que ferem a nossa autoestima. Nos pegamos pensando se estamos trilhando o melhor caminho e nos preocupando com o tempo a ponto de olhar a cor da grama do vizinho. E, algumas vezes, tentamos encontrar as respostas destes questionamentos colocando a culpa em outras pessoas, instituições e burocracias, não nos colocando como responsáveis principais por tudo que nos acontece.

Nesse artigo vou mostrar como podemos ter controle sobre o nosso estado motivacional e carreira. Para os que estão procurando uma recolocação no mercado, alguns dos 5 tópicos poderão ajudar, porém o foco principal são os desmotivados por situações do seu dia a dia. Gestores que já se depararam com situações de desmotivação, falta de controle e confiança por parte da equipe, também podem aproveitar várias dicas.

  1. Plano de carreira

Uma das primeiras perguntas que realizamos para a equipe de RH de qualquer empresa é se existe um plano de carreira. Estamos a todo momento preocupados com nosso crescimento e, por vezes, acabamos gerando a expectativa de que os “outros” nos desenvolvam. É nosso papel alinhar com os líderes nossos objetivos de carreira. Afinal, a pessoa mais preocupada com o seu crescimento é você mesmo. E pensando em facilitar o seu dia a dia, segue o modelo prático e com passo a passo de como criar um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).

O primeiro passo é entender a atual situação da empresa, do setor e da sua carreira, pois não queremos traçar objetivos que serão as causas de uma possível frustração. Para os gestores, há a responsabilidade de entender o momento da empresa e então traçar o melhor caminho para os seus liderados. Entender bem esses três aspectos é primordial, já que se uma promessa errada resultar em desculpas é indiscutivelmente culpa sua e não da empresa.

Nunca prometa o que não tem certeza. Antes entregar uma surpresa ao colaborador do que frustrá-lo. A sua equipe conversa entre eles e a frustração de um pode se tornar a de todos os outros.

Entendido o ambiente em que está inserido e a fase econômica da área/empresa? O segundo passo é entender você mesmo, ou no caso dos líderes, entender os membros da sua equipe. Para isso, precisamos de informações e podemos busca-las a partir de feedbacks ou releitura de tudo que já realizamos. No caso dos líderes, esse levantamento de informações pode ser feito a partir de entrevistas diretas, entrevistas com pares, observações suas do dia-a-dia, currículo e até redes sociais.

Segue um exemplo de como pode organizar essas informações para posteriormente montar o plano. As informações mais claras, são exemplos do que pode ser preenchido, cada pessoa é um caso, atente-se a isso.

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CONHECIMENTOS

  • Engenharia de produção
  • SAP
  • Excel + banco de dados

ATITUDES

  • Preto no branco. Segue à risca as regras e normas colocadas ao seu cargo.
  • É direto ao ponto.

CARACTERÍSTICAS

  • Comprometido
  • Organizado
  • Correto
  • Inteligente
  • Autodidata
  • Pensamento sistêmico
  • Lógico

O terceiro passo é juntar as informações da empresa, da carreia e comportamentais. Daqui para baixo, o foco principal é conseguir conciliar o “desejo de carreira” com as necessidades da área/empresa. E nesse caso, os gestores são as peças principais para o desenvolvimento da equipe. Exemplo: Sou coordenador de uma área de marketing e um dos membros da minha equipe almeja trabalhar como gestor em vendas. O meu papel é pensar em maneiras de conseguir aproximá-lo do dia a dia das equipes de vendas e, ao mesmo tempo, suprir as necessidades da área de marketing. A partir do perfil dele e das características que me apresentar, criarei suas responsabilidades e tarefas.

Para facilitar a criação do seu próprio PDI, se posicione como seu próprio gestor e pense em todos esses pontos.

INFORMAÇÕES GERAIS

  • Objetivo de assumir coordenação de planejamento.
  • Melhorar posicionamento na empresa e perante os pares de outras áreas.

COMPORTAMENTAL E PONTOS FORTES

  • Não tem medo de falar o que precisa ser dito.
  • Todas as tomadas de decisão são baseadas em números e análises.

PODEMOS TRABALHAR

  • Se coloca muito como o cara que mais sabe na empresa. (Ego)
  • Tem muito conhecimento, mas possui dificuldade em passá-lo.
  • Melhorar a “política” com o vizinho e com o chefe.

O quarto passo é pegar essas informações já organizadas e criar um plano de ação. Lembrando que, devemos explorar ao máximo nossos pontos fortes, porém o desenvolvimento aparecerá na melhoria dos pontos fracos.

PLANO DE AÇÃO:

           SITUAÇÃO DE TRABALHO EM QUE SE DESEJA MELHORAR

  1. Melhorar tom e maneira que se comunica (e-mails e pessoalmente)

Obs. Por ser direto ao ponto e se colocar como o cara que controla e sabe das informações acaba sendo rude e incisivo.

  1. Melhorar a passagem de conhecimento/informação para a equipe.

Antes de conseguir liderar uma equipe, precisa aprender a passar seu conhecimento.

  1. Reativo às informações que podem colocar seu trabalho em dúvida

Por se colocar como a pessoa que mais possui conhecimento e informação a todo momento se coloca como se estivesse em risco.

COMPORTAMENTO OU HABILIDADE ENVOLVIDA

  1. Inteligência emocional
  2. Comunicação didática.
  3. Resiliência, falta de confiança.

AÇÕES DO FUNCIONÁRIO PARA CONSEGUIR PROMOVER MUDANÇAS

  1. Evitar um pré-julgamento da situação. Entender todas as partes e tentar controlar a situação.
  2. Passar pequenas atividades de responsabilidade para outras pessoas da equipe e analisar como estão indo.
  3. Receber melhor as informações sem se exaltar ou achar que tudo foi por água abaixo.

AÇÕES DE APOIO DO GESTOR

  1. Para todas as situações críticas entender melhor os gatilhos de tomada de decisão para debater posteriormente.
  2. Levantar todas as atividades de responsabilidade e quais são as mais importantes para permanecer de responsabilidade do funcionário.
  3. Passar segurança/confiança para o funcionário. Decisões tomadas por ele serão minhas também. “Chamar para reuniões periódicas de alinhamento”.

Último e quinto passo é colocar o que será avaliado a partir de comportamento/  características de trabalho.

O que será avaliado:

  •         Trabalho em equipe,
  •         Liderança,
  •         Execução de atividades,
  •         Comunicação (dentro e fora da área),
  •         Estratégias e objetivos pessoais e
  •         Comportamento diante de problemas.

No decorrer do tempo podem aparecer pontos importantes para discutir, então colocamos esses pontos nas observações.

Observações do dia a dia:

No dia 20/08 apresentou atitude egoísta e não pensou na equipe. Tomou a decisão de sair mais cedo sem pensar na equipe e nas consequências que poderíamos ter, “melhorar senso de dono”.

        

  1. Metas e desafios

Se sabemos onde queremos chegar e como chegar, o que está impedindo? Temos apenas duas respostas para essa indagação:

  1. Não estamos conseguindo enxergar os obstáculos – e assim não sabemos o que está nos prejudicando
  2. Não estamos no caminho traçado para alcançar os nossos objetivos.

Outro ponto muito importante para a criação de suas metas é não traçá-las de maneira aspiracional, ou seja, não colocar algo muito difícil ou muitas coisas a serem realizadas ao mesmo tempo, pois, se com o passar do tempo suas metas não forem atingidas, os resultados serão novos questionamentos que acionarão nossos gatilhos relacionados a desmotivação.

Sua carreira está completamente ligada aos seus objetivos de vida. Suas ações em uma geram consequências na outra. O maior desafio é conseguir conciliar suas metas e objetivos profissionais e pessoais com o seu PDI.

  1. Conteúdo

A busca por conhecimento intelectual é a face que mais controlamos para sentir evolução. Gosto de falar que existem 3 faces em que pelo menos uma delas deve estar em “em constante movimento”, que são: intelectual, profissional e pessoal. Se perceber que está estagnado em todas as faces, ou seja, nada está mudando na sua vida profissional, intelectual e pessoal, com toda certeza passará por momentos ruins e desmotivantes.

Um exercício para identificar qual dessas faces está precisando de uma energia é pensar em você há dois anos e anotar todas as situações que mudaram alguns desses aspectos e, então, planejar suas ações de mudança.

No exemplo acima, divido entre as faces momentos em que me senti falhando ou me senti vencendo. Nesse caso, o inglês era um objetivo, no seu caso pode ser que não esteja nem nos planos. Ocorreram poucas movimentações positivas na face intelectual, ou seja, uma possibilidade de desmotivação futura pode ser o não investir no intelecto.

Agora, se em pelo menos uma dessas faces houve uma movimentação, uma melhoria e/ou uma mudança, você não se sentirá estagnado. Por essa razão, invista no intelectual, pois é a única que possuímos total controle. Não se prenda que a movimentação do intelecto é apenas com cursos/treinamentos, já que conseguimos aprender algo novo todos os dias e a internet é a nossa melhor ferramenta de aprendizagem.

 

  1. Autoconhecimento

A nossa mania de apontar o dedo não fica apenas na terceirização da culpa, mas também em apontamentos de atitudes e comportamentos das outras pessoas. Essa mania de olhar muito mais para os outros e pouco para nós, também prejudica o nosso autoconhecimento, pois nunca paramos para olhar o que estamos fazendo e sim o que os outros fazem.

Imagina o quanto seria mais fácil se nos conhecêssemos, soubéssemos das nossas qualidades para utilizá-las o máximo possível e ao mesmo tempo os nossos pontos negativos para conseguirmos melhorá-los (ou pelo menos não piorá-los).

Conhecendo mais nossas qualidades e pontos de melhoria, é possível antecipar reações que podemos ter em determinadas situações, estando mais preparados para enfrentar os desafios diários.

Agora, podemos elevar esses apontamentos para um autoconhecimento profissional, onde conhecemos nossas habilidades e competências e as utilizamos para traçar uma estratégia de desenvolvimento de carreira, levando em conta nosso sonhos, valores, expectativas, limitações e pensamentos. Por isso do autoconhecimento ser um motivo importante para a nossa motivação diária, mas também podemos colher outros frutos como: menos estresse, autoestima e bom relacionamento interpessoal.

 

  1.       Inteligência Emocional

Nessa era digital, estamos a todo momento recebendo muita informação, seja na rua, pelos celulares, em reuniões… E essa facilidade de comunicação e dados traz pontos que podem prejudicar o nosso emocional e por isso necessitamos nos atentar.

Então, fica a minha pergunta: quando você recebe uma notícia ruim, independentemente se por Whatsapp, e-mail pessoal, e-mail profissional, LinkedIn, entre outros, você consegue diferenciar essa notícia e continuar trabalhando normalmente, liderando uma equipe ou até mantendo o humor que o ambiente necessita?

Muitas vezes confundimos momentos ruins com desmotivação no trabalho, e para conseguir separar os pontos e não descontar nas pessoas ou situações que não possuem nenhuma ligação com o problema é preciso desenvolver Inteligência emocional.

Resiliência é a capacidade de lidar com problemas, adaptar-se mudanças, passar por obstáculos e resistir à pressão de situações adversas.

Para todos os temas abordados, nunca se esqueça de que uma boa conversa e feedback constante com a equipe/gestor é importantíssimo para o caminhar do dia a dia.

 

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